Type d'événement, date(s) et adresse(s)Colloque

Collège de France
11 Place Marcelin Berthelot
75005 Paris, France
Salle 2

LANGUES AUTOCHTONES D'AMÉRIQUE DU SUD : MÉMOIRE ET TRANSFORMATION

LÍNGUAS INDÍGENAS DA AMÉRICA DO SUL: MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO

Chercheur(s) associé(s) Andrea-Luz Gutierrrez-Choquevilca
Colloque : LANGUES AUTOCHTONES D'AMÉRIQUE DU SUD - MÉMOIRE ET TRANSFORMATION I LÍNGUAS INDÍGENAS DA AMÉRICA DO SUL- MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO

Comissão organizadora | Commission organisatrice 

Andrea-Luz Gutierrez-Choquevilca | Directrice du Laboratoire d'Anthropologie Sociale (LAS), maître de conférences École Pratique des Hautes Études (EPHE), chaire Religions des Indiens Sud-Américains: sociétés des Basses Terres.

Luciana Storto | Professeure de linguistique à l'Université de São Paulo (USP) et coordonnatrice du Groupe d'études en langues autochtones (GELI/USP).

Daiara Tukano | Artiste visuelle et commissaire de l'exposition Nhe' Porã: mémoire et transformation

Majoí Favero Gongora | post-doctorante à l'USP et co-commissaire de l'exposition Nhe' Porã: mémoire et transformation

Nadège Mézié | Attachée pour la science et la technologie - Consulat général de France à São Paulo

Roberta Saraiva | Directrice technique, Musée de la Langue Portugaise, São Paulo, Brasil

 

Apoio Técnico | Soutien audiovisuel et linguistique

Michel Tabet | chercheur en anthropologie audiovisuelle CNRS/LAS

Larissa Longano de Barcellos | doctorante LAS

Emilio Frignati | doctorant LAS 

Christophe Sabouret | secrétaire d’édition Cahiers d’Anthropologie Sociale LAS

Jérôme Lamarque | responsable du parc informatique LAS


 

LÍNGUA, MEMÓRIA E TRANSFORMAÇÃO

Saudemos as vozes e as memórias dos mais de 5 mil povos indígenas do mundo! No Brasil, um dos países mais multilíngues do planeta, existem mais de 175 línguas originárias, que resistem a um longo processo de apagamento e constituem um imenso patrimônio a ser conhecido e fortalecido para que não desapareça.

Ao longo de milênios, os povos originários de todos os continentes desenvolveram uma escuta atenta, capaz de ouvir e aprender com a memória do mundo. O sentimento de pertencimento a este lugar e o profundo respeito pelos seres que nele habitam são o que os une. Por isso, a luta pela Terra é a luta pela vida. Tudo está interligado.

Um território é muito mais que um pedaço de terra. Ele remete a uma diversidade de habitantes e ecossistemas conectados, bem como à dimensão imaterial da vida, como são as línguas e as culturas de quem ali vive. As línguas indígenas também são territórios – de memória, de pensamento e de espiritualidade. Como árvores de uma grande floresta, formam comunidades, conectam mundos, espalham sementes e geram vida.

Somos parte da caminhada de nossos ancestrais: ocupando, demarcando e declarando que esta Terra tem muitos nomes. Esta mátria de tantas matas tem muitas frutas, e as famílias de línguas indígenas são árvores de tronco forte, com raízes profundas, que mesmo quando cortadas são capazes de rebrotar. 

Quantos sonhos, cantos, quantas flechas e lágrimas foram derramados para que pudéssemos estar aqui, de peito aberto, dispostos a passar a emoção de viver e ouvir o mundo? Para acolher as belas palavras – nhe’ porã –, é preciso ter atenção, delicadeza e respeito com o que pensamos e fazemos e com tudo e todos à nossa volta: Terra é Viva, Língua é Memória, Palavra tem Poder, Palavra tem Espírito.

Com as palavras desenhamos mundos, criamos alternativas para reflorestar os pensamentos. Precisamos ouvir as boas palavras para que elas possam nos mover, assim como nos move a batida do coração, e lembrar que continuamos no ventre deste pameri pati, este mundo de transformação, e deste öpehko pati, este mundo do leite sagrado de nossa grande mãe. 

Que venham os frutos da Década Internacional das Línguas Indígenas!

Añû.

Daiara Tukano

curadora da exposição Nhe' Porã: memória e transformação


LANGUE, MÉMOIRE ET TRANSFORMATION

Saluons les voix et les mémoires des plus de cinq mille peuples autochtones du monde ! Au Brésil, l’un des pays les plus plurilingues de la planète, il y a plus de 175 langues autochtones qui résistent à un long processus d’effacement et constituent un immense patrimoine qui doit être reconnu et consolidé pour ne pas disparaître.

Au fil des millénaires, les peuples autochtones de tous les continents ont cultivé une écoute attentive ; capables d’entendre et d’apprendre avec la mémoire du monde. Ce qui les unit repose sur un sentiment d’appartenance à ce lieu et au profond respect des êtres qui y habitent. C’est pourquoi la lutte pour la Terre est une lutte pour la vie. Tout est interconnecté.

Un territoire est bien plus qu’une étendue de terre. Il renvoie à une multitude d’habitants et d’écosystèmes connectés. Il évoque aussi la dimension immatérielle de la vie avec les langues et les cultures de ceux qui y vivent. Les langues autochtones sont aussi des territoires - des territoires de mémoire, de pensée et de spiritualité. Comme les arbres d’une vaste forêt, elles forment des communautés, relient les mondes, répandent des graines et génèrent la vie.

Nous sommes la marche de nos ancêtres : nous occupe, délimitons et déclarons que cette Terre a de nombreux noms. Cette matrie de tant de forêts porte de nombreux fruits, et les familles des langues autochtones sont des arbres aux troncs solides et aux racines profondes, qui, même coupés, sont capables de repousser. 

Combien de rêves avons-nous fait, combien de chants ont été chantés, combien de flèches ont été décochées et de larmes versées pour que nous soyons là, le cœur ouvert, prêts à partager l’émotion de vivre et d’écouter le monde ? Pour accueillir les belles paroles, nhe’ē porã, il faut de l’attention, il faut de la délicatesse et du respect pour ce que nous pensons, faisons, et pour toutes les choses et les personnes qui nous entourent : la Terre est Vivante, la Langue est Mémoire, la Parole est Pouvoir, la Parole a un esprit.

Avec les mots nous dessinons des mondes, nous créons de nouvelles possibilités pour reboiser les pensées. Nous devons écouter les belles paroles pour qu’elles puissent nous faire bouger, tout comme les battements du cœur nous font bouger. Nous devons nous rappeler que nous sommes toujours dans le ventre de ce pameri pati, ce monde de transformation, et de cet öpehko pati, ce monde du lait sacré de notre grande mère. 

Que la Décennie internationale des langues autochtones porte ses fruits !

Añû.

Daiara Tukano 

Commissaire de l'exposition Nhe' Porã: mémoire et transformation

 

PROGRAMAÇÃO | PROGRAMME

9h15-9h45

MESA DE ABERTURA | TABLE D'OUVERTURE

Andrea-Luz Gutierrez-Choquevilca, Directrice du LAS, Collège de France

Daiara Tukano, Commissaire de l'exposition Nhe' Porã: mémoire et transformation

UNESCODelegação Permanente do Brasil junto à UNESCO

Marco Antonio Zago, Presidente da FAPESP

Museu da Língua Portuguesa

 

9h45-10h15 

INTRODUÇÃO | INTRODUCTION

Daiara Tukano

Andrea-Luz Gutierrez-Choquevilca

 

10h15-11h15

1. SOPRO DA TERRA: COSMOPOLÍTICA DAS LÍNGUAS INDÍGENAS E SUAS RELAÇÕES COM O TERRITÓRIO | LE SOUFFLE DE LA TERRE: COSMOPOLITIQUE DES LANGUES AUTOCHTONES ET RELATIONS AU TERRITOIRE 

 Um dos fundamentos mais básicos da vida em comum, a relação com a Terra, é expressa através da língua. Para os povos indígenas, a relação com a Terra marca sua identidade e implica no reconhecimento dos direitos originários sobre seus territórios, que também são espaços sociopolíticos nos quais se ancoram laços de solidariedade entre os humanos e os outros seres existentes - animais, plantas, lugares, espíritos. São suas cosmovisões, enquanto laços de ligação entre diversos povos e um território vivo, que devem ser reconhecidas. As línguas indígenas exprimem uma relação cosmopolítica com a vida. Nos conflitos da colonialidade expressos na apropriação de recursos, conhecimentos e territórios, pouco espaço é deixado para o reconhecimento das relações múltiplas que os povos originários tecem nesses territórios vivos.

L’un des fondements les plus élémentaires du vivre-ensemble, le rapport à la Terre, s’exprime à travers la langue. Le rapport à la terre est pour les peuples amérindiens l’indice d’une appartenance identitaire et il implique la reconnaissance des droits des peuples autochtones à disposer de leurs territoires. Mais il définit aussi un espace socio-politique où viennent s’ancrer des liens de solidarité entre humains et avec des êtres collectifs existants – animaux, plantes, lieux et esprits. Ce sont ces cosmovisions et ces liens d’attachement des peuples à un territoire vivant qui demandent aujourd’hui à être reconnus. Les langues amérindiennes expriment un rapport cosmopolitique à l'existence. Dans les conflits liés à la colonialité, portant sur l’appropriation des ressources, des savoirs et des territoires, peu de place est laissée à la reconnaissance des relations multiples que les peuples amérindiens établissent au sein de ces territoires vivants. 

Participantes | Intervenants

Joziléia Kaingang

Capucine Boidin

Mairu Hakuwi Kuady

 

11h15-11h30: Pause-café

11h30-12h30

2.  "LÍNGUA É MEMÓRIA": TRANSMISSÃO DE SABERES ORIGINÁRIOS | “LA LANGUE EST MÉMOIRE”: TRANSMISSION DES SAVOIRS AUTOCHTONES

As relações entre os povos indígenas e os colonizadores europeus foram permeadas por uma dinâmica violenta que se desenvolveu durante séculos pela imposição de uma única visão mundo, de uma única língua e de uma única noção de território. Essa história evidencia um conceito de nação fundado na exclusão do diferente - aquele que deve ser integrado à sociedade dominante. A redução dos povos indígenas no decurso da conquista e da evangelização conduziu a uma redução da diversidade linguística e a uma relativa uniformização das línguas. Ainda hoje, as línguas indígenas correm o risco de desaparecer sob a pressão combinada da dominação pela língua nacional, do domínio socioeconómico e político e do desrespeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais. A educação, que poderia ser um veículo para estimular a aprendizagem das línguas indígenas, nem sempre atinge os seus objetivos. O que significa transmissão e aprendizagem para os povos indígenas? O objeto da transmissão linguística e cultural deve ser redefinido por eles mesmos. A escrita alfabética, audiovisual ou artística pode contribuir para a transmissão de conhecimentos? Como ela se relaciona com a oralidade e as diversas formas de expressão cultural? As especificidades das diversas linguagens indígenas devem ser preservadas como elementos centrais para a aprendizagem de um modo peculiar de se relacionar com os existentes e o território. 

Les relations entre les peuples autochtones et les colonisateurs européens ont été imprégnées d’une violence multiforme qui s’est développée au fil des siècles par l’imposition d’une seule vision de monde, d’une seule langue et d’une seule notion de territoire. Cette histoire s’est traduite par un concept de nation fondé sur l’exclusion du différent, celui-ci devant être intégré à la société dominante. La réduction des peuples amérindiens au cours de l’histoire de la conquête et de l’évangélisation a entraîné une réduction de la diversité linguistique au profit d’une relative uniformisation des langues. Encore aujourd’hui, les langues autochtones risquent de disparaître sous les pressions conjuguées de la domination de la langue nationale, d’une emprise socio-économique et politique et du non-respect des droits humains et des libertés fondamentales. L’éducation qui pourrait être un vecteur de stimulation de l’apprentissage linguistique en langue autochtone n’atteint pas toujours ses objectifs. Que signifie transmettre et apprendre pour les peuples amérindiens ? L’objet de la transmission linguistique et culturelle doit être redéfini par les autochtones. L’écriture alphabétique, audiovisuelle ou artistique peut-elle favoriser la transmission des savoirs ? Quel lien entretient-elle avec l’oralité et les differentes formes d'expressions culturelles ? Les spécificités des langages autochtones doivent être préservées comme des ressources dans l’apprentissage des rapports au vivant et au territoire.

Participantes | Intervenants

Altaci Rubim Corrêa Kokama  

Cédric Yvinec 

Luciana Storto 

Emmanuel de Vienne 

 

12h30-14h30: Pause déjeuner | Almoço

14h30-15h30

3. VOZES DA FLORESTA | LES VOIX DE LA FORÊT 

As línguas indígenas da América do Sul revelam visões de mundos presentes, passados e futuros. São também o veículo de um modo de pensar que une e envolve os seres humanos, a floresta e os seres vivos em uma comunidade. Desde tempos imemoriais, a potência da palavra está na força criadora capaz de tecer e transformar mundos. Ela é um vetor de ação e de relação com diversos seres. Muitas vezes, a palavra que ressoa é aquela dos espíritos. As suas vozes se fazem ouvir nas narrativas de origem e nos cantos rituais. O que dizem essas vozes? Quem são os seus tradutores? Como estes mundos invisíveis ganham forma? Que força transformadora têm as linguagens rituais nas espiritualidades indígenas? Como definir a atitude de escuta e o gesto que caracterizam a transmissão desses conhecimentos?

Les langues autochtones d'Amérique du Sud dévoilent les visions des mondes présents, passés et à venir. Elles sont aussi le véhicule d’une pensée qui unit et engage les humains, la forêt et les êtres vivants dans une communauté. Depuis des temps immémoriaux, le pouvoir de la parole est la force créatrice capable de tisser et de transformer des mondes. La parole est action et relation avec des existants. Souvent, la parole qui résonne est celle des esprits. Les discours sur l'origine du monde et les chants rituels font entendre leur voix. Que disent ces voix ? Qui en sont les traducteurs ? Comment la poétique des voix autochtones dessine-t-elle ces mondes invisibles ? Quel pouvoir de transformation accorde-t-on aux langues rituelles dans les spiritualités des peuples autochtones d'Amérique du Sud ? Comment définir l’attitude d’écoute et le geste qui caractérise la transmission de ces savoirs ?

Participantes | Intervenants

Daiara Tukano 

Philippe Descola 

Andrea-Luz Gutierrez-Choquevilca 

Majoí Favero Gongora 

 

15h30-15h45 : Pause-café

15h45-16h45

4. DIPLOMACIAS INDÍGENAS | DIPLOMATIES AUTOCHTONES 

A poesia e as diferentes expressões artísticas dão aos povos indígenas a oportunidade de expressar suas cosmovisões. Como se exprime hoje a diversidade e a criatividade das artes indígenas e dos espaços que ocupam? A expressão artística tem um papel diplomático a desempenhar na comunidade internacional? 

La poésie et la voie artistique ouvrent aux peuples amérindiens la possibilité d’exprimer leur vision du monde. Comment s’exprime aujourd’hui la diversité et la créativité des arts amérindiens et des espaces qu'elle occupe ? L’expression artistique a-t-elle un rôle diplomatique à jouer au sein de la communauté internationale ?  

Participantes | Intervenants

Clarisse Taulewali da Silva

Pierre Déléage

Fernanda Kaingang

 

16h45-17h15

PALAVRAS FINAIS | MOTS DE LA FIN

Ricardo Neiva Tavares (Embaixada do Brasil)

CANTO | CHANT 

Daiara Tukano

Participantes | Intervenants

Altaci Rubim Corrêa Kokama 

Nascida Tataiya Kokama, é a primeira professora indígena da Universidade de Brasília (UnB). Ativista pela preservação das línguas indígenas, é representante dos povos indígenas da América Latina e do Caribe no Grupo de Trabalho Mundial da Década das Línguas Indígenas da UNESCO (2022-2032). É mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e doutora em linguística na UnB. Atualmente, é coordenadora-geral de Articulação de Políticas Educacionais Indígenas no Departamento de Línguas e Memórias Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas.

Née Tataiya Kokama, elle est la première professeure autochtone de l'Université de Brasilia (UnB). Militante pour la préservation des langues autochtones, elle représente les communautés autochtones d'Amérique latine et des Caraïbes au sein du groupe de travail mondial de l'UNESCO pour la Décennie des langues indigènes (2022-2032). Elle est titulaire d'un master en société et culture en Amazonie de l'Université Fédérale de l’Amazonas (UFAM) et d'un doctorat en linguistique de l'UnB. Elle est actuellement coordinatrice générale de l'articulation des politiques éducatives autochtones au sein du département des langues et mémoires autochtones du Ministère des peuples autochtones (MPI).

Andrea-Luz Gutierrez-Choquevilca

É antropóloga linguística, diretora do Laboratoire d'anthropologie sociale LAS e mestre de conferências na École Pratique des Hautes Études (EPHE). Ocupa a cadeira Religions des Indiens Sud-Américains: sociétés des Basses Terres na EPHE. Especialista em línguas quechua, ela dedica sua pesquisa à antropologia linguística do discurso e da voz ritual na América indígena. No decorrer de suas investigações na Amazônia e nos Andes, ela decifrou as línguas secretas dos xamãs e estudou as relações entre espécies entre povos animistas, no xamanismo e na caça. Seu trabalho examina as relações entre pensamento e linguagem, percepção e ação ritual. Coordena a equipe de "Antropologia Linguística", que fundou no Laboratoire d'anthropologie sociale em 2016 com Pierre Déléage. Ela é presidente da Société des Amis des Sciences Religieuses à l'EPHE-PSL (SASR).

Elle est anthropologue linguiste, directrice du Laboratoire d'anthropologie sociale (LAS), maître de conférences titulaire de la chaire Religions des Indiens Sud-Américains : sociétés des Basses Terres à l'École Pratique des Hautes Études (EPHE). Spécialiste des langues quechua, elle consacre ses recherches à l’étude de la voix rituelle et à l’apprentissage des arts verbaux amérindiens. Au cours de ses enquêtes en Amazonie et dans les Andes, elle a déchiffré les langues secrètes des chamanes et étudie les relations entre oralité et écriture et les rapports au vivant, dans le chamanisme et la chasse. Ses travaux portent sur les relations entre la pensée et le langage, la perception et l'action rituelle (Guérir, Tuer, L’Herne 2017; Livres sorciers, Gradhiva, 2021; Lévi-Strauss. Penser le monde autrement, Cahiers d’anthropologie sociale 2022). Elle dirige l'équipe "Anthropologie linguistique" qu'elle a fondée au Laboratoire d'anthropologie sociale en 2016 avec Pierre Déléage. Elle est présidente de la Société des Amis des Sciences Religieuses à l'EPHE-PSL (SASR).

Capucine Boidin 

É historiadora e antropóloga, professora no IHEAL (Institut des Hautes Études d’Amérique Latine) da Sorbonne Nouvelle, pesquisadora no CREDA UMR 7227. Atualmente, é pró-reitora de pesquisa da Sorbonne Nouvelle. Capucine Boidin é especialista em línguas Mbya-Guarani (Tupi). Dirigiu um projeto dedicado às línguas gerais ameríndias (Langas 2011-2016) e ensinou guarani no INALCO. É pesquisadora associada da equipe Antropologia Linguística do Laboratoire d’Anthropologie Sociale (LAS). Ela publicou Guerre et métissage au Paraguay 2001-1767 (Presses Universitaires de Rennes 2011).

Elle est historienne et anthropologue, professeure à l'IHEAL (Institut des Hautes Études d'Amérique Latine) - Sorbonne Nouvelle, chercheure au CREDA UMR 7227. Elle est actuellement vice-présidente de recherche à la Sorbonne Nouvelle. Capucine Boidin est spécialiste des langues Mbya-Guarani (Tupi). Elle a notamment dirigé un projet consacré aux langues générales amérindiennes (Langas 2011-2016) et enseigné la langue guarani à l’INALCO. Elle est chercheuse associée à l'équipe d'anthropologie linguistique du Laboratoire d'Anthropologie Sociale (LAS). Elle a publié Guerre et métissage au Paraguay. 2001-1767 (Presses Universitaires de Rennes 2011).

Cédric Yvinec

É pesquisador do CNRS e membro do laboratório Mondes Américains - CRBC, na École des hautes études en sciences sociales (EHESS/Campus Condorcet), e faz parte do Laboratório de Antropologia Social (LAS). Em sua tese, ele estudou os cantos rituais e histórias do povo Suruí de Rondônia, Brasil. Interessa-se pelos temas: antropologia linguística; discursos e práticas rituais; regimes de temporalidade e historicidade; Amazônia indígena. Publicou Les ferments de la mémoire. Guerre, fête et histoire chez les Surui du Rondônia (Société d’ethnologie, Nanterre, 2021) e se interessa pelos processos de patrimonialização dos saberes indígenas.

Il est chargé de recherches au CNRS, et membre du laboratoire Mondes Américains - CRBC, à l'EHESS/Campus Condorcet, associé à l’équipe anthropologie linguistique du Laboratoire d'anthropologie sociale (LAS). Il a étudié au cours de sa thèse les chants rituels et les récits du peuple Surui de Rondônia, au Brésil. Il s'intéresse aux thèmes suivants : anthropologie linguistique ; discours et pratiques rituelles ; régimes de temporalité et d'historicité ; Amazonie indigène. Il a publié Les ferments de la mémoire. Guerre, fête et histoire chez les Surui du Rondônia (Société d’ethnologie, Nanterre, 2021) et s’intéresse aux processus de patrimonialisation des savoirs autochtones.

Clarisse Taulewali da Silva

Artista visual e representante da Jeunesse Autochtone de Guyane (JAG), rede de jovens ativistas de seis povos indígenas da Guiana Francesa. O movimento luta pelo reconhecimento dos direitos indígenas na França. Ela é integrante da nação Kali'na Tileuvu, da aldeia de Paddock, em Saint-Laurent-du-Maroni, Guiana Francesa. É estudante da escola de arte Beaux-Arts em Paris, e seu trabalho artístico se inspira na cultura ameríndia, especialmente nas tradições e ritos do povo Kali'na.

Artiste plasticienne et représentante de la Jeunesse Autochtone de Guyane (JAG), un réseau de jeunes militants issus de six peuples autochtones de Guyane française. Le mouvement lutte pour la reconnaissance des droits des autochtones en France. Elle est membre du groupe Kali'na Tileuvu, du village de Paddock à Saint-Laurent-du-Maroni, en Guyane française. Elle est étudiante aux Beaux-Arts de Paris et son travail artistique s'inspire de la culture autochtone, notamment des traditions et des rites du peuple Kali'na.

Daiara Tukano

Daiara Hori Figueroa Sampaio ou Duhigô é do povo Tukano (Yé’pá Mahsã), do clã Eremiri Hãusiro Parameri, originário da região do Alto Rio Negro, Amazônia brasileira. É artista visual e curadora da exposição Nhe'ē Porã: memória e transformação. É mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Brasília, pesquisa o direito dos povos indígenas à memória e à verdade. Representante dos povos indígenas no Conselho Nacional de Cultura do Brasil, Daiara tem desempenhado um papel central no debate sobre arte indígena, museus, acervos indígenas e restituições no Brasil e no mundo. 

Daiara Hori Figueroa Sampaio ou Duhigô est Tukano (Yé’pá Mahsã), du clan Eremiri Hãusiro Parameri, originaire de la région du Haut Rio Negro, Amazonie brésilienne. Elle est artiste plasticienne et commissaire de l’exposition de Nhe'ē Porã: mémoire et transformation. Elle est titulaire d'un master en droits humains de l'Université de Brasília (UnB) et mène des recherches sur le droit des peuples indigènes à la mémoire et à la vérité. Elle représente les peuples autochtones au Conseil national de la culture du Brésil et joue un rôle central dans le débat sur l'art autochtone, les musées, les collections autochtones et les restitutions au Brésil et dans le monde.

Emmanuel de Vienne

É mestre de conferências na Universidade de Paris Ouest Nanterre La Défense desde 2012, onde leciona cursos que incluem "natureza e cultura", "antropologia linguística" e antropologia cognitiva. Desde junho de 2020, é chefe do departamento de antropologia da Universidade de Paris Nanterre. Suas pesquisas se concentram no povo Trumai, um dos povos que compõem a sociedade multiétnica e multilinguística do Alto Xingu, no estado brasileiro de Mato Grosso. Sua tese, defendida em 2011, é uma análise das concepções Trumai de doença e cura, bem como da dinâmica local que levou à posição marginal dos Trumai. Ele continuou sua pesquisa sobre xamanismo com um estudo do profetismo contemporâneo (em colaboração com Carlos Fausto). Atualmente, ele está interessado no papel das novas mídias (pinturas, vídeos, internet) no processo contemporâneo de herança cultural no Alto Xingu, especialmente em torno do retorno do ritual do Javari. 

Il est maître de conférences à l'Université Paris Ouest Nanterre-La Défense depuis 2012, où il enseigne notamment les cours "nature et culture", "anthropologie linguistique" et "anthropologie cognitive". Il a dirigé le département d'anthropologie de l'Université Paris Nanterre. Ses recherches portent sur le groupe Trumai, l'un des groupes qui composent la société multiethnique et multilingue du haut Xingu, dans l'État brésilien du Mato Grosso. Sa thèse, soutenue en 2011, analyse les conceptions de la maladie et de la guérison chez les Trumai, ainsi que les dynamiques locales qui ont conduit à la position marginale des Trumai. Il a poursuivi ses recherches sur le chamanisme avec une étude sur le prophétisme contemporain (en collaboration avec Carlos Fausto). Il s'intéresse actuellement au rôle des nouveaux médias (peintures, vidéos, internet) dans le processus contemporain du patrimoine culturel dans le Xingu supérieur, en particulier autour du retour du rituel Javari.

Fernanda Kaingang

Advogada do povo Kaingáng, mestre em Direito na Universidade de Brasília (UnB) e doutora em patrimônio cultural e propriedade intelectual pela Universidade de Leiden. É especialista no tema da proteção do patrimônio cultural, material e imaterial, com atuação em diferentes organismos internacionais, como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Em 2023, assumiu a direção do Museu Nacional dos Povos Indígenas, órgão científico-cultural da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) localizado no Rio de Janeiro. O Museu é responsável pela política de preservação e divulgação do patrimônio cultural dos povos indígenas no Brasil, tendo sob sua guarda um significativo conjunto de bens culturais de natureza arquivística, museológica e bibliográfica sobre esses povos. O acervo etnográfico da instituição reúne mais de 20 mil objetos contemporâneos que são expressões da cultura material de 150 povos indígenas brasileiros. 

Avocate du peuple Kaingáng, elle est titulaire d'un Master en droit de l'Université de Brasília (UnB) et d'un doctorat en patrimoine culturel et propriété intellectuelle de l'Université de Leiden. Elle est spécialisée dans la protection du patrimoine culturel, tant matériel qu'immatériel et a travaillé avec diverses instances internationales, telles que l'Organisation mondiale de la propriété intellectuelle (OMPI) et la Convention sur la diversité biologique (CDB). En 2023, elle a pris la direction du Musée national des peuples autochtones (Museu Nacional dos Povos Indígenas), une institution scientifique et culturelle de la Fondation nationale pour les peuples autochtones (FUNAI) située à Rio de Janeiro. Le Museu Nacional dos Povos Indígenas est responsable de la politique de préservation et de diffusion du patrimoine culturel des peuples autochtones du Brésil et possède une importante collection de biens culturels archivistiques, muséologiques et bibliographiques sur ces communautés. La collection ethnographique du Musée comprend plus de 20 000 objets contemporains provenant de 150 communautés autochtones brésiliennes.

Joziléia Kaingang  

Nascida na Terra Indígena do Guarita, Município de Tenente Portela, Rio Grande do Sul, é geógrafa, professora e doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Entre 2016 e 2020, foi coordenadora pedagógica e professora de pesquisa e ação do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica. Além disso, é ativista dos direitos das mulheres indígenas e co-fundadora da Articulação Nacional das Mulheres Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA). Desde o início de 2023, é a Chefe de Gabinete do Ministério dos Povos Indígenas.

Née dans la terre autochtone Guarita, dans la municipalité de Tenente Portela, Rio Grande do Sul, Brésil. Elle est géographe, enseignante et docteure en anthropologie sociale de l'Université fédérale de Santa Catarina (UFSC). Entre 2016 et 2020, elle a été coordinatrice pédagogique et enseignante de la Licence interculturelle autochtone de la forêt atlantique méridionale. Elle est également activiste pour les droits des femmes autochtones et cofondatrice de l'Articulation nationale des femmes guerrières ancestrales (ANMIGA). Depuis le début de l'année 2023, elle est cheffe de cabinet du Ministère des peuples autochtones (MPI).

Luciana Storto

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Campinas (1988), mestrado em Linguística - Pennsylvania State University (1994) e doutorado em Linguística - Massachusetts Institute of Technology (1999). Atualmente é professora doutora MS-5 (Livre Docente) em regime de tempo integral da Universidade de São Paulo (USP). Ela coordena o Grupo de Estudos em Línguas Indígenas (GELI) da USP. Ela atua principalmente nos seguintes temas: descrição e análise de línguas indígenas; sintaxe formal; fonologia experimental; linguística histórica; línguas em contato.

Elle est titulaire d'une licence en histoire de l'Université d'État de Campinas (1988), d'un Master en linguistique de l'Université d'État de Pennsylvanie (1994) et d'un doctorat en linguistique du Massachusetts Institute of Technology (1999). Elle est actuellement professeure à l'Université de São Paulo (USP). Elle coordonne le Groupe d'études en langues autochtones (GELI) de l'USP. Ses domaines d'intérêt sont : description et analyse des langues indigènes ; syntaxe formelle ; phonologie expérimentale ; linguistique historique ; langues en contact.

Mairu Hakuwi Kuady

Indígena do povo Iny - Karajá e Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Tocantins (2020). Ele participou do Programa de Educação Tutorial - Conectando Saberes (PET) UFT (2016-2020). É membro do Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas (OBIND) - UnB. Participou do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Negras e Indígenas no IDBR e foi bolsista do Indigenous Fellowship Program (ACNUDH), Pesquisador no Instituto de Políticas Relacionais e Armazém Memória - Centro de Referência Virtual Indígena. Ele é mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e Doutorando em Direito no mesmo departamento e universidade com mobilidade de intercâmbio, no âmbito do programa Guatá da Embaixada da França no Brasil, na Université Paris 8 Vincennes-St Denis. Como pesquisador, atuou como Coordenador Territorial do projeto Ilha do Bananal+ com os povos Iny Karajá, Javaé e Awã e professor voluntário de Inyrybè, idioma materno do povo Iny Karajá.

Autochtone du groupe Iny - Karajá. Mairu Hakuwi Kuady est diplômé en relations internationales de l'Université fédérale du Tocantins (2020). Il a participé au programme d'éducation de tutorat - Conectando Saberes (PET) UFT (2016-2020). Il est membre de l'Observatoire des droits et politiques autochtones (OBIND) de l’Université de Brasilia (UnB). Il a participé au programme de développement du leadership noir et autochtone gène à l'IDBR et a été boursier du programme de bourses autochtones (ACNUDH). Il est chercheur à l'Institut des politiques relationnelles et à Armazém Memória - Centre virtuel de référence autochtone. Mairu Hakuwi Kuady est titulaire d'un master en droit de l'UnB et doctorant en droit dans la même université. Il bénéficie d'une bourse de mobilité du Programme Guatá de l'Ambassade de France au Brésil et effectue un séjour de recherche à l'Université Paris 8 Paris-Vincennes. Il a travaillé comme coordinateur territorial du projet Ilha do Bananal+ avec les peuples Iny Karajá, Javaé et Awã et comme professeur bénévole d'Inyrybè, la langue maternelle du groupe Iny Karajá.

Majoí Favero Gongora 

É doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), especializada em etnologia indígena. Atualmente é pós-doutoranda do Departamento de Linguística da USP. É pesquisadora associada ao Centro de Estudos Ameríndios-USP, colaboradora do Instituto Socioambiental (ISA), integrante da Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana e da Frente 3 de Fevereiro. Desde 2013, atua ao lado do povo Ye’kwana e em iniciativas com os povos da Terra Indígena Yanomami (Roraima, Brasil). Nos últimos anos, tem se dedicado a trabalhos colaborativos de documentação, como o projeto Aaseesewaadi: documentação de cantos do povo Ye’kwana (Museu do Índio/FUNAI e UNESCO). Além de editora de publicações na área de antropologia, como Cercos e Resistências: Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira (2019), é curadora de iniciativas ligadas à difusão das culturas dos povos originários e ao fortalecimento de suas lutas no Brasil. Recentemente, fez a coordenação de pesquisa e co-curadoria da exposição Nhe’ Porã: memória e transformação, com curadoria de Daiara Tukano.

Elle est titulaire d'un doctorat en anthropologie sociale de l'Université de São Paulo (USP), avec une spécialisation en ethnologie amérindienne. Elle est actuellement post-doctorante au département de linguistique de l'USP. Elle est chercheuse associée au Centre d'études amérindiennes-USP, collaboratrice de l'Institut socio-environnemental (ISA), membre du réseau Pro-Yanomami et Ye'kwana et du Front 3 de Fevereiro. Depuis 2013, elle travaille aux côtés du peuple Ye'kwana et dans le cadre d'initiatives avec les peuples de la Terre Yanomami (Roraima, Brésil). Ces dernières années, elle s'est consacrée à des travaux de documentation avec une approche collaborative, comme le projet Aaseesewaadi : documentation des chants des Ye'kwana (Museu do Índio/FUNAI et UNESCO). Elle a également coordonné la publication de Cercos e Resistências : Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira (2019). Elle est curatrice d'initiatives liées à la diffusion des cultures des peuples autochtones et au renforcement de leurs luttes au Brésil. Elle a récemment coordonné la recherche et été co-commissaire de l'exposition Nhe' Porã : mémoire et transformation, sous la direction de Daiara Tukano.

Philippe Descola

Nascido em Paris em 1949, Philippe Descola é um dos principais antropólogos de sua geração. Formado em filosofia pela École Normale Supérieure de Saint-Cloud, fez seu doutorado em antropologia na École Pratique des Hautes Études, sob a orientação de Claude Lévi-Strauss, com uma tese baseada em seu trabalho de campo junto aos achuar da Amazônia equatoriana entre 1976 e 1979. Ensinou a partir de 1987 na École des Hautes Études en Sciences Sociales e, em 2000, foi nomeado para uma cátedra de antropologia no Collège de France. Em 2012, recebeu a medalha de ouro do Centre National de la Recherche Scientifique. Suas pesquisas investigam os modos de socialização da natureza, a formação das noções de “natureza” e “cultura” e as diferentes ontologias que daí derivam. É autor de obras como La Nature domestique (1986), Les Lances du crépuscule (1993; ed. bras.: As lanças do crepúsculo, trad. de Dorothée de Bruchard, 2006), Par-delà nature et culture (2005; ed. bras.: Para além de natureza e cultura, tradução de Andrea Daher e Luiz César de Sá), Diversité des natures, diversité des cultures (2010, publicado na coleção Fábula sob o título Outras naturezas, outras culturas, tradução de Cecília Ciscato, 2016), La Composition des mondes (2014) e Les formes du visible (2021; ed. bras.: As formas do visível). Como professor, foi convidado várias vezes para a Universidade de São Paulo, Pequim, Chicago, Montreal, London School of Economics, Cambridge, São Petersburgo, Buenos Aires, Gotemburgo, Uppsala e Leuven. Deu palestras em mais de quarenta universidades e instituições acadêmicas no exterior, incluindo a Beatrice Blackwood Lecture em Oxford, a George Lurcy Lecture em Chicago, a Munro Lecture em Edimburgo, a Radcliffe-Brown Lecture na British Academy, a Clifford Geertz Memorial Lecture em Princeton, a Jensen Lecture em Frankfurt e a Victor Goldschmidt Lecture em Heidelberg. Presidiu a Société des Américanistes desde 2002 e o comitê científico da Fondation Fyssen de 2001 a 2009, além de ser membro de muitos outros comitês científicos. 

Né à Paris en 1949, Philippe Descola est l'un des principaux anthropologues de sa génération. Diplômé en philosophie de l'École Normale Supérieure de Saint-Cloud, il passe son doctorat d'anthropologie à l'École Pratique des Hautes Études, sous la direction de Claude Lévi-Strauss, avec une thèse basée sur son travail de terrain auprès des Achuar de l'Amazonie équatorienne entre 1976 et 1979. À partir de 1987, il enseigne à l'École des Hautes Études en Sciences Sociales et, en 2000, il est nommé titulaire d'une chaire d'anthropologie au Collège de France. En 2012, il a reçu la médaille d'or du Centre National de la Recherche Scientifique. Ses recherches portent sur les modes de socialisation de la nature, la formation des notions de "nature" et de "culture" et les différentes ontologies qui en découlent. Il est l'auteur d'ouvrages tels que La Nature domestique (1986), Les Lances du crépuscule (1993), Par-delà nature et culture (2005), Diversité des natures, diversité des cultures (2010), La Composition des mondes (2014) et Les Formes du visible (2021). Il a été invité à plusieurs reprises à l'Université de São Paulo, à Pékin, à Chicago, à Montréal, à la London School of Economics, à Cambridge, à Saint-Pétersbourg, à Buenos Aires, à Göteborg, à Uppsala et à Louvain. Il a donné des conférences dans plus de quarante universités et institutions académiques à l'étranger, notamment la Beatrice Blackwood Lecture à Oxford, la George Lurcy Lecture à Chicago, la Munro Lecture à Édimbourg, la Radcliffe-Brown Lecture à la British Academy, la Clifford Geertz Memorial Lecture à Princeton, la Jensen Lecture à Francfort et la Victor Goldschmidt Lecture à Heidelberg. Il a présidé la Société des Américanistes et le comité scientifique de la Fondation Fyssen de 2001 à 2009, et est membre de nombreux autres comités scientifiques.

Pierre Déléage

É antropólogo e linguista, diretor de investigação do Centre national de la recherche scientifique (CNRS) e membro do Laboratório de Antropologia Social (LAS) do Collège de France. Realizou um estudo de doutorado sobre a epistemologia do xamanismo entre os Sharanahua do Peru e decifrou as suas línguas rituais (Le chant de l'anaconda. L'apprentissage du chamanisme chez les Sharanahua, Société d'ethnologie Nanterre, 2009). A sua investigação centra-se, de um lado, nos saberes marginalizados e nas suas formas de transmissão e, de outro, nas formas minoritárias de escrita. Realizou pesquisas etnográficos, primeiro no Peru, entre os povos Sharanahua, Yaminahua, Amahuaca e Shipibo-Conibo, depois entre os Wayana da Guiana Francesa, os Tepehua e Otomi do México, os Quechua da Bolívia e os Maya de Yucatan. Coordenou um número especial do Journal de la Société des Américanistes consagrado aos "Discursos rituais ameríndios" em 2011, e publicou Inventer l'écriture (Les Belles Lettres, 2013), Lettres mortes (Fayard, 2017) e La Folie arctique (Zones sensibles, 2017).

Il est anthropologue linguiste, directeur de recherche CNRS et membre du Laboratoire d’anthropologie sociale au Collège de France. Il a mené une enquête doctorale sur l’épistémologie du chamanisme chez les peuples Sharanahua au Pérou et déchiffré les langues rituelles de ces peuples (Le chant de l’anaconda. L’apprentissage du chamanisme chez les Sharanahua, Société d’ethnologie Nanterre 2009). Ses recherches s’attachent, d’une part, aux savoirs marginalisés et à leurs modes de transmission et, d’autre part, aux formes d’écritures minoritaires. Il a mené des enquêtes ethnographiques d’abord au Pérou chez les Sharanahua, les Yaminahua, les Amahuaca et les Shipibo-Conibo, puis chez les Wayana de Guyane française, les Tepehua et les Otomi du Mexique, les Quechua de Bolivie et les Maya du Yucatan. Il a coordonné un numéro spécial du Journal de la Société des Américanistes consacré aux “Discours rituels amérindiens” en 2011 et publié Inventer l'écriture (Les Belles Lettres, 2013), Lettres mortes (Fayard, 2017) et La Folie arctique (Zones sensibles, 2017).